O guia do passageiro

Bom dia gente,

Muita gente talvez nem saiba, mas a INFRAERO disponibiliza em seu site um Guia do Passageiro, em pdf, com tudo que precisamos saber para fazer nossas viagens, sejam elas nacionais ou internacionais. Bom, o guia é bastante completinho, com 60 páginas. É claro que não engloba tudo que precisamos saber, porque cada viagem é uma viagem, cada país tem as suas exigências. Então sempre precisamos consultar sites de consulados, embaixadas e outros blogs de viajantes mais experientes.

De todo modo, achei o guia uma leitura fácil e serve para nos guiar com certa segurança. O guia está na página inicial da INFRAERO, mas você pode acessá-lo diretamente por aqui.

Sem título

Seguem algumas considerações que o guia traz que eu acho importantes para os viajantes!

“Sou obrigado a adquirir o seguro de viagem?
Ao comprar sua passagem, você não é obrigado a adquirir
seguros de viagem: esses serviços são adicionais e facultativos.”
Em realidade, o seguro de viagem pode ser obrigatório sim, dependendo do país de destino. Para entrar nos países da União Europeia que tenham assinado o Tratado de Schengen, por exemplo, é obrigatório um seguro mínimo de 30 mil euros. Esses países são: Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Itália, Portugal, Espanha, Grécia, Áustria, Suécia, Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Polônia, Malta, Lituânia, Letônia, Hungria, Estônia, República Checa, Suíça, Romênia e Bulgária.
Embora outros destinos, como os Estados Unidos, não obriguem o passageiro a ter assistência ou seguro de viagem, eu, particularmente, opto por fazer. É um gasto que a gente faz e espera não usar, mas imagina ser pego de surpresa num país em que os costumes são diferentes, a língua é diferente, enfim.. a conta pode sair mais salgada!
A empresa que eu gosto de contratar para fazer esses seguros para mim é a GTA – Global Travel Assistance, e eu sempre faço o seguro na agência de viagens Poder Turismo na 307 norte aqui em Brasília, pelo simples fato de que a agência é do meu primo e ele tem experiência de anos e sabe o que é o melhor para mim.
Qual o tamanho da bagagem de mão permitido?
Os limites da bagagem de mão são definidos por critérios de segurança para atender ao peso máximo de decolagem do avião e ações preventivas de segurança a bordo. Em voos domésticos, a bagagem não pode ser maior que 115cm (considerando altura + comprimento + largura) e o peso máximo é de 5 kg. Caso exceda essa especificação, a companhia aérea poderá exigir que a bagagem não viaje com você e seja despachada.
De uma forma geral, aqui no Brasil as companhias aéreas não permitem que a gente exagere na bagagem de mão. Já levei na mão a minha bolsa e uma outra bolsa com notebook dentre outras coisas e nunca encrencaram. Mas o tamanho é realmente uma coisa que eles pegam no pé. Nos vôos domésticos que fiz dentro dos Estados Unidos, a minha mala que eu considero média era para eles bagagem de mão. Eu cheguei até a considerar uma desorganização isso, porque os compartimentos de bagagem de mão realmente não supriam as necessidades de todos os passageiros, porque os passageiros exageravam no tamanho e as comissárias ficavam que nem loucas carregando malas para lá e para cá, vendo onde colocar. Mas isso ocorre porque lá a gente paga um valor para despachar as bagagens (um valor alto, aliás. Salvo engano paguei uns 25 dólares por bagagem) e aí as pessoas evitam despachar ao máximo. Por enquanto, não temos esse problema no Brasil!
Quais os meus direitos nos casos de atraso ou
cancelamento?
Nos casos de atraso, cancelamento de voo e preterição de embarque (embarque não realizado por motivo de segurança operacional, troca de aeronave,
overbooking etc.), o passageiro que comparecer para embarque tem direito à
assistência material, que envolve comunicação, alimentação e acomodação. Essas medidas têm como objetivo minimizar o desconforto dos passageiros enquanto aguardam o voo, atendendo às suas necessidades imediatas. A assistência é
oferecida gradualmente, pela empresa aérea, de acordo com o tempo de espera, contado a partir do momento em que houve o atraso, cancelamento ou preterição de embarque, conforme demonstrado a seguir:
A partir de uma hora: comunicação (internet, telefonemas etc.).
A partir de duas horas: alimentação (voucher, lanche, bebidas etc.).
A partir de quatro horas: acomodação ou hospedagem (se for o caso) e transporte do aeroporto ao local de acomodação.
Se você estiver no local de seu domicílio, a empresa poderá oferecer apenas o transporte para sua residência e desta para o aeroporto.
Se o atraso for superior a quatro horas (ou a empresa já tenha a estimativa de que o voo atrasará esse tempo) ou houver cancelamento de voo ou preterição de embarque, a empresa aérea deverá oferecer ao passageiro, além da assistência
material, opções de reacomodação ou reembolso.
A assistência material deverá ser oferecida também aos passageiros que já estiverem a bordo da aeronave, em solo, no que for cabível. A empresa poderá suspender a prestação da assistência material para proceder ao embarque imediato.
Bom, é sempre importante a gente procurar saber dos nossos direitos. Eu passei por uma situação chata indo para São Paulo em novembro. Quando cheguei na hora certa ao aeroporto para fazer o check in, a empresa aérea teve que nos realocar em outro vôo porque eles tiveram que colocar alguns tripulantes extras no vôo e aí faltou lugar para a gente. O ruim foi que eu ía para Congonhas, e eles não tinha vôo disponível nas duas horas seguintes para Congonhas, então me mandaram para Guarulhos. Eu corri atrás dos meus direitos e consegui um taxi para o hotel pago pela Companhia aérea, por causa de todo o atraso que eles iam me causar.
Bom, esses são só alguns dos pontos mencionados pelo guia. Mas eu realmente sugiro a leitura para as pessoas que viajam bastante. O guia tem uma divisão bem estruturada e aborda até mesmo pontos como transporte de animais.
Anúncios