Pisa e a famosa torre!

Oi gente,

Nossa, tô terrível né? Primeiro fiquei super empolgada pra fazer o blog, e agora faz mais de um mês que não entro aqui.. me desculpem pela ausência, mas estou focada nos estudos e no trabalho.. então ando bem sem tempo pra vir por aqui.. hoje surgiu uma meia horinha no fim do expediente e eu vou tentar escrever um pouquinho sobre minha ida a Pisa.

Chegando a Pisa, olha lá a torre toda tortinha..hehehe

Chegando a Pisa, olha lá a torre toda tortinha..hehehe

Bom, fomos a Pisa durante a estadia em Florença e quase deu tudo errado, mas no fim deu tudo certo! O motivo eu já contei aqui, a greve da Trenitalia! Eu havia imaginado que pegaríamos o trem para Pisa umas 8h30 da manhã (mas deixamos pra comprar na hora) pra chegar lá no máximo 10h e ter duas horas pra tirar bastante foto da torre e da Basílica ao lado, e para subir na torre.

Linda e torta!

Linda e torta!

Acabamos pegando o trem super atrasados, por sorte dele ter aparecido no meio da greve, chegamos lá quase meio dia e eu havia comprado pela internet o horário para subir na torre às 11h. Mesmo o pessoal da Torre avisando no ticket que atrasos que não fossem causados por eles mesmos não seriam tolerados, eles toleraram nosso atraso quando falamos que foi por causa da greve da Trenitalia e conseguimos subir na torre! UFA!

A vista da torre!

A vista da torre!

Para subir foi bem tranquilo. Compramos os ingressos online aqui, e eles só abrem com 20 dias de antecedência, então foram os últimos ingressos que comprei online para a minha viagem. Chegando lá, é necessário deixar bolsas e mochilas no guarda-volumes deles, que é de graça e eles te orientam direitinho onde é (e é bem próximo, logo atrás de um jardim atrás da torre). Sobe um grupo de poucas pessoas por vez e eu adorei subir a torre de Pisa e super recomendo. É super divertido e como vocês podem ver nas fotos, a torre vai jogando a gente de um lado pra outro ao longo da subida, e tanto que a gente acaba “se arrastando” pela parede e com isso a parede é toda mais escura na parte onde a galera arrasta.. engraçado né? Lá em cima, eles nivelaram pra gente conseguir andar por todos os lados e tirar fotos da cidade toda.. A vista não é das mais bonitas de uma viagem à Itália, mas honestamente? Que me importa! É a Torre de Pisa e eu subi nela!!!

Olha a parede toda escura onde a gente sai arrastando..

Olha a parede toda escura onde a gente sai arrastando..

Bom, depois que descemos paramos pra tirar as famosas fotos segurando a torre, e fotos com a Basílica e Campanário… tinha muita gente tirando foto! Apesar do stress com a Trenitalia, eu achei o passeio super divertido e recompensador! Optamos por não pagar para ir às outras atrações, porque queríamos chegar em Florença a tempo de ver o Davi de Michelângelo na Galleria Uffizi (conforme postagem anterior).

Demos uma caminhada, curtimos uma feirinha que estava rolando lá.. e almoçamos em um café só um lanche mais rápido mesmo.. Depois erramos novamente tentando comprar ingresso para a Trenitalia (eu pensei que daria certo porque de manhã apesar da demora o trem chegou). Mas o fato é que não estava mais chegando trem algum a Pisa e gastamos com o trem, mas tivemos que gastar novamente e voltar de ônibus.

Tudo certo afinal e mais um dia para agradecer a Deus!

Tudo certo afinal e mais um dia para agradecer a Deus!

Aproveito para falar como foi pegar ônibus interestadual.. foi uma experiência bem tranquila na verdade! Dormimos praticamente a viagem toda, até porque como não tínhamos bagagens pra vigiar, ficamos tranquilos para relaxar.. o ruim foi só que entrou um cara que fedia muito a cigarro e sentou na nossa frente! Nossa, um cheiro horroroso, mas mudamos de lugar e melhorou e aí foi bem tranquilo.. O ônibus desceu na estação de trem mesmo de Florença, a Santa Maria Novella, então tudo certo afinal! Foi mais um dia legal da viagem, apesar do perrengue, até porque perrengues de viagem também fazem uma viagem né?

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Florença.. ou Firenze… linda!!!

Oi gente,

Hoje vou falar de Firenze ou Florença, como prefiram… achei a cidade linda linda linda! Uma amiga minha foi na Itália ano passado e disse que não gostou muito… então fui sem expectativas.. ainda mais depois da rota do vinho, que foi incrível! Eu nem sabia mais o que esperar de Florença..

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E de cara eu não achei lá grandes coisas.. demoramos muito pra encontrar o lugar de devolver o carro perto do aeroporto, e achei até meio feia a região por ali… mas depois que fomos pro hotel..  meu hotel era bem localizado, perto da estação de trem Santa Maria Novella e do centro histórico. Daí de noite já achei tudo super animado, cheio de gente… mas depois de tanto vinho, acabamos indo num pub irlandês tomar chopp Guiness! kkkkkk.. que o Gui amou!

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No dia seguinte, iniciamos o passeio pelo Duomo de Firenze, a Catedral de Santa Maria del Fiori. A catedral é toda em mármore verde, branco e rosa, e a Cúpula foi desenhada por Brunelleschi e o Campanário por Giotto.

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A igreja é linda por dentro também e está em ótimo estado de conservação. Depois partimos para a Piazza della Signoria e fomos visitar o museu e subir a Torre do Palazzo Vecchio. Tudo muito lindo! Mas na verdade o que me encantou em Florença não foi nem os museus, mas sim as ruas! Tudo movimentado, animado!

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Torre do Palazzo Vecchio!

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Olha como a rua é cheia!

Após curtir as feirinhas nas ruas e as lojas de souvenirs, fomos conhecer a tão famosa Ponte Vecchio! Achei bem interessante e lotada! Cheia de joalherias e só fiquei no olhar né? hehehe..

Ponte Vecchio

Ponte Vecchio

Após conhecer a Ponte Vecchio, fizemos uma loooonga caminhada até a Piazzale Michelangelo, para ter o que é considerada a melhor vista de Florença. Eu e o Guilherme gostamos muito de caminhar em viagens! Ele tem um aplicativo de celular que mostra quantas passadas e quantos km fizemos por dia, e nós fazíamos entre 20 e 25 km de caminhada por dia. Para vocês terem noção, nem andamos de ônibus em quase cidade nenhuma. E mesmo assim, eu achei a subida na Piazzale Michelangelo muito, muito, muito difícil. Então, para quem não gosta muito de caminhar, eu sugiro que pegue um ônibus até lá. Eu havia feito uma pesquisa na internet que as linhas de ônibus para a Piazzale são a C3 e a D, mas eu não cheguei a usar, então não confirmo. Bom, a vista que se tem de Florença na Piazzale Michelangelo é simplesmente MARAVILHOSA! Foi uma das vistas mais bonitas e inesquecíveis da minha viagem, e eu não deixaria de fazer esse passeio jamais! Se eu voltar a Florença, estou certa de que subirei novamente a escadaria da praça mesmo que seja exaustivo! Compensa muito!

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Depois de cumprido meu roteiro, voltamos para o centro histórico e passeamos bastante, entrando nas lojas, indo nas praças, e curtindo novamente o que já tínhamos visto durante o dia! Bom, aqui vai uma dica para a mulherada! Eu vi umas bolsas lindíssimas em lojas em Florença, e não comprei nada, porque achei que ía encontrar tudo no meu último destino de viagem (Paris). Então, pra não fazer volume na bagagem, não comprei. Me arrependi muito! A Itália tem umas marcas próprias de bolsas lindíssimas, e se eu pudesse voltar ao tempo, teria gastado um pouquinho mais! Portanto, o que amarem muito, comprem logo! hehe..

Bom, no dia seguinte fomos a Pisa de manhã, e a tarde fomos em Florença mesmo no museu Galleria della Accademia, para ver o famoso Davi de Michelangelo! Sem palavras! Foi com certeza minha obra favorita da viagem toda, mais que a Capela Sistina, mais que a Santa Ceia de Da Vinci! O Davi é majestoso! Imponente! Incrível! De arrepiar!

Eu escolhi essa foto para mostrar os detalhes das rugas dos dedos e das veias! Me desculpem o palavrão, mas FODA define! hehe

Eu escolhi essa foto para mostrar os detalhes das rugas dos dedos e das veias! Me desculpem o palavrão, mas FODA define! hehe

Bom, Florença foi isso! Amei, amei amei!!!!  No próximo post falarei sobre Pisa! Arrivederci!

Perrengues de viagem: minha (péssima) experiência com a Trenitália!

Olá gente,

Antes de começar a falar sobre Florença, eu queria falar um pouco sobre a minha péssima experiência com a Trenitália! Eu queria poder dizer a vocês que foi tudo lindo, que deu tudo certo, mas as coisas não funcionam bem assim né? Graças a Deus os perrengues da minha viagem foram bem light, mas a Trenitalia me fez passar uma raivinha!!!

Primeiro, comprei a maioria dos percursos de trem antes pela internet no site da Trenitalia, como já expliquei aqui que foi bem tranquilo. Três percursos de trem (ida e volta) comprei na hora pois não vendia online. Dois foram na verdade pela empresa de trem Circumvesuviana, para ir de Nápoles até Pompéia e depois de Pompéia até Sorrento e no dia seguinte de Sorrento até Nápoles. Foi super tranquilo, comprei nas estações, deu tudo certo, apesar de ter achado o trem bem capenga e de ter ficado em pé o percurso inteiro com as malas, porque mal havia onde sentar, quem dirá onde colocar malas. Já o percurso que comprei pela Trenitália foi Florença – Pisa e Pisa – Florença e foi o que me deu mais raiva!

A Trenitalia possui os seguintes tipos de trem: Intercity, FrecciaBianca, FrecciaRossa e FrecciaArgento. Eu andei nos quatro. O FrecciaArgento é o mais rápido. Por acaso, o percurso que fiz nele foi em classe executiva, pois era a passagem mais barata que tinha na época que comprei no site (na verdade, eu me atrasei na compra e perdi as passagens mais baratas). Nem preciso dizer que foi o melhor: mais rápido, mais espaçoso e dentro do horário. Já o FrecciaRossa achei um pouco melhor que os demais. Os demais são lentos e mais antigos. Todos tinham plug in, o que achei ótimo, pois pudemos carregar nossos celulares no trem.

Quanto ao bagageiro? Pfff.. muito, muito pequeno mesmo. O espaço é bom para mochilas e malas do estilo academia. Nós estávamos com uma mala pequena e uma média, mas as duas de rodinha, e tivemos que fazer muito esforço para as malas caberem em cima. No FrecciaBianca as duas couberam, nos demais trens tivemos que nos virar.. de uma forma geral, pegamos trens vazios, então algumas vezes deixamos as malas no lugar ao lado do nosso, ou deixamos as malas entre as poltronas que ficam de costas uma para a outra, num espaço improvisado. Enfim, não sei o que aconteceria se os trens estivessem lotados!

Quanto ao horário, tirando a vez que pegamos o FrecciaArgento, com TODOS os outros trens tivemos atrasos! Às vezes atrasos de 20 minutos!!! Em um dos trens ficamos quase 40 minutos lá dentro esperando, até que nos avisaram para pegar um outro trem que estava há dois binários de distância, saiu todo mundo correndo desesperado e quase perdemos o trem, que já estava de partida!

Daí para completar, no dia em que programei minha visita a Pisa, cheguei na estação para pegar o trem um pouco antes de 9h, comprei pela máquina os tickets, e quem disse que tinha trem?? Quando formos perguntar para o único atendente que achamos da Trenitália na estação, ele respondeu que não havia trens pois estavam de greve! Que alguns trens funcionariam e outros não, e que não havia informações sobre nada, que o negócio era desistir ou esperar! Por que vender as passagens na máquina se não há trens?? Perguntei se podia reaver o meu dinheiro, e ele disse que sim, só que somente no dia seguinte, quando a greve estaria acabada. Eu perguntei se tinha que ser naquela estação ou se poderia ser em outra (já que no dia seguinte iríamos para Veneza), e veja bem, ele disse que SIM. E essa informação é muito importante! Ele foi o primeiro atendente que me disse que eu poderia reaver o dinheiro em outra estação.

Porém, já estávamos procurando ônibus para ir até Pisa, achando que perderíamos o horário de subida na Torre (que eu havia agendado previamente online para 10:45), quando chega o trem! Isso mesmo, assim, sem mais nem menos, depois que muita gente já havia desistido de ir, chega o trem! Fomos para Pisa. Chegamos lá com uma hora de atraso, mas quando avisei que havia atrasado por causa da greve da Trenitalia, a moça da Torre deixou a gente subir mesmo assim! Ufa!

No início da tarde, após almoçar em Pisa, fomos ver como voltar para Florença. Fomos à Estação de trem e aí demos bobeira: resolvemos comprar o trem de volta pela máquina também. Compramos e depois quando fomos ver, sem previsão para trens! E aí de novo fomos perguntar pra moça da Trenitália, e ela disse que só poderíamos reaver o dinheiro no dia seguinte! Mais uma vez ela disse que poderíamos reaver o dinheiro em outra estação, já que não estaríamos em Pisa. Ah, o valor do trem era 8 euros para cada. Nada absurdo, mas era direito nosso!

Ok, pegamos um ônibus de Pisa para Florença e tudo certo. No dia seguinte tínhamos que ir de trem para Veneza, então fomos tentar reaver o dinheiro da volta de Pisa (já que o trem da manhã a gente tinha conseguido pegar, bastava tentar o da tarde)na estação de Florença. Pegamos a senha, ficamos esperando, e na hora de falar com um Sr lá da Trenitalia no guichê, ele foi super grosso, histérico, falou que não podia reaver o dinheiro porque a passagem era de Pisa, e ele não tinha como provar que eu não tinha pego o trem realmente!!! Falou que eu tinha que reaver lá em Pisa. Aí eu pensei “Nossa, quanta lógica. Agora eu vou pegar um trem para Pisa e gastar novamente 8 euros, para tentar reaver lá na estação de Pisa os 8 euros que eu perdi!!!!!” Tem lógica????? Eu disse a ele que dois funcionários da Trenitália me falaram que eu podia reaver o valor aonde quisesse, e ele ficou repetindo a mesma tecla (grosseiramente e praticamente me acusando de querer roubá-lo) que ele não podia me dar o valor de um trem que eu deveria pegar em Pisa lá na estação de Florença! Sabe o que tive que fazer para reaver meu dinheiro? Entrei novamente na fila com senha nova, e usei as passagens de manhã que partiam de Florença para Pisa (as que eu usei!) para reaver! E aí me deram o dinheiro! Burrice ou não da Trenitália?

Bom, a moral da história é que hoje em dia, se eu fosse para a Itália novamente para andar de trem, eu daria uma olhada se os trens da Ítalo não compensam. A empresa é privada, e no dia que tava todo mundo de greve na Trenitalia, tava todo mundo bonitinho da Ítalo trabalhando lá numa boa. Nada contra fazer greve, de jeito algum aliás, mas o mínimo de controle no funcionamento é bom né?? Se fosse um dia que eu tivesse que pegar um trem com bagagem porque estava trocando de cidade e de hotel, eu ia ficar totalmente irada!

Mas, como eu disse, foi um perrengue light! Só uma raiva mesmo, e nessas horas que a gente vê que não é só no Brasil que tem essas coisas né?? Vou tentar fazer uma reclamação pelo site da Trenitalia e depois conto aqui pra vocês se deu em alguma coisa! O próximo post, prometo, será sobre Florença. Depois de Roma, acho que foi a cidade que mais gostei da Itália! (e olha que a escolha é difícil, porque eu amei praticamente todas as cidades que visitei!) Então, arrivederci!

Continuando com a Toscana!

Oi gente,

Dei uma sumida né? Eu achei que fosse conseguir escrever na minha viagem, mas estava sendo um pouco sacrificante.. eu chegava no hotel já 10 da noite dos jantares e ainda ia tomar banho, arrumar algumas coisas e depois escrever.. tava dormindo muito tarde pra quem quer acordar cedinho pra aproveitar a viagem! Por isso tava demorando tanto para lançar um post aqui.. pois num dia eu escrevia uma parte, em outro outra parte.. enfim, achei melhor dar continuidade quando voltasse! Acreditem ou não, demoro umas duas horas escrevendo e postando fotos aqui!

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Voltei de viagem dia 27/03, deu tudo certo, perregues sempre tem e vou contando aos poucos, mas no geral voltei agradecida a Deus pela oportunidade de viajar!

Bom, vamos ao segundo dia da rota do vinho na Toscana, que é o que interessa! Nesse dia, acordamos no nosso hotel fazenda perto de San Gimignano e o café da manhã foi uma grande surpresa! Éramos os únicos hóspedes, então a dona fez um café da manhã de casa de avó pra gente, como vocês podem ver pela foto!

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Aí fomos dar uma volta por San Gimignano! San Gimignano é considerada a “Manhattan” da Itália antiga, pois hoje ela tem 14 torres, e dizem que antes das guerras (e terremotos, etc) ela tinha mais de 40 torres! As torres são lindas, e de longe na estrada a gente já vê! Mais uma cidadezinha medieval, num dia lindo e agradável, um passeio incrível, um sorvete gostoso na praça principal! Enfim, mais uma manhã inesquecível! Comprei sabonetes em San Gimignano! Várias lojas vendiam sabonetes feitos na Toscana, com embalagens coloridinhas lindas e com lacinhos! Uma graça e super cheirosos!

No centrinho de San Gimignano!

No centrinho de San Gimignano!

Então, saímos de San Gimignano umas 11 e pouco da manhã, para almoçar em Greve in Chianti! Pegamos uma estrada super sinuosa que o GPS indicou, mas depois descobrimos que nem era a rota do vinho, a S-222. As paisagens eram maravilhosas, mas dava um medinho porque a pista era bem sinuosa e estreita. Mas, acho que não é muito diferente do resto das estradas da Toscana! Enfim chegamos a uma cidade que não era tão bonitinha como as anteriores, sem aqueles ares de medieval… achei que talvez não tivesse sido a melhor escolha, mas ela tinha uma surpresa boa para se revelar!

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Primeiramente, almoçamos num restaurante na praça principal. Comida bem gostosinha, mas nada demais. Demos uma volta pela cidade procurando a famosa enoteca em que se degusta mais de 150 mil tipos de vinho, tanto da Itália quanto de outros lugares do mundo. Enfim, na Piazza delle Cantine, encontramos a Enoteca Falorni. Que lugar lindo! É um subterrâneo, com uma decoração sofisticada, mas ainda com ares rústicos, cheia de vinhos para todos os lados, e com algumas máquinas para degustação, além de mesas para comer, pois afinal, também é restaurante!

Entrada da Enoteca

Entrada da Enoteca

O esquema da degustação funciona assim: você pega um cartão da loja, que pode ser pré-pago ou pós-pago e coloca o cartão em uma máquina, escolhe o vinho que quer provar clicando numa tacinha em cima dele. Assim, o vinho cai na sua taça e você degusta! Há três volumes que você pode escolher (e pagar mais ou menos). Um dedinho para degustar, ou a taça média, ou a taça cheia. A taça cheia é super interessante para caso você queira almoçar ou jantar no local, e ao invés de pedir uma garrafa de vinho, queira tomar uma taça de um vinho, de repente uma segunda taça de outro, e etc.

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Nós pedimos o cartão pós-pago. Em cima dos botões de tacinhas para cada vinho há o valor que se paga. Assim, degustamos vinhos com 0,90 cents; 1,70 cents; 2,50 cents.. e no final entregamos o cartão e o garçom nos falou qual era o valor total a se pagar. Caso você opte pelo pré-pago, você já entrega o dinheiro que quer gastar antes pro garçom e ele registra no cartão. Aí você vai usando o que tem. É super simples! Mas simples até que a minha explicação!

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Tem que ter cuidado pra não beber demais porque depois tem que pegar a estrada né? Mas como a tacinha de degustação menor vem só um dedinho mesmo, acho que eu e meu marido conseguimos provar uns 10 vinhos e ainda ficar tranquilos. Não vi ninguém falando sobre dormir em Greve em Chianti nos blogs que visitei, mas suponho que seja uma boa idéia se você quiser degustar mais e jantar lá. O lugar é realmente lindo, embora a cidade nem seja tão bonita como as outras!

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Nós ficamos quase 4 horas na enoteca, pois resolvemos fazer um lanchinho depois. Meu marido comeu tipo uma torrada com parma e queijo de cabra, que estava deliciosa!!! E eu comi uma sobremesa de frutas com chocolate! Estava leve e gostosa também! Aí finalmente, compramos umas garrafas para levar e fomos embora! Acabamos não indo nas outras cidades mais próximas (Radda em Chianti e Castellina em Chianti), porque gostamos tanto do passeio que ficamos por lá mais que o esperado. Chegamos em Florença de noite e fomos devolver o carro, conhecer o hotel e Florença, que eu adorei! Mas, fica para outro post! Arrivederci! (Ai que saudade da Itália já! hehe)

Sob o sol da Toscana (tem cliché que é melhor seguir!)

Oi gente,

Hoje escrevo de Florença (que prefiro chamar de Firenze), que estou amando! Mas antes, preciso contar da Rota do Vinho, que fizemos dias 12 e 13 e pra não deixar ninguém ansioso, vou dizer logo: é muito amor! Até quem não é de ficar demonstrando muito o amor em público não resiste a tirar fotos beijando e abraçando o (a) amado (a) com a Toscana ao fundo! Então coloca aí The Book of Love, do Peter Gabriel,  pra tocar no seu app ou YouTube e vamos comigo dar uma volta pela Toscana!

Primeiramente, quando a gente lê em outros blogs sobre a Rota do Vinho na Toscana, a gente lê sobre as cidades da S-222, que fabricam os vinhos Chianti, mas lê também sobre outros vinhos importantes de outras cidades da Toscana, como o Brunello de Montalcino. E quando fui fazer o meu roteiro, fiquei um pouco perdida, sem saber o que fazer e fui tentando encaixar tudo de acordo com a distância entre as cidades, mas graças a Deus meu marido tem mais noção que eu e separou meu roteiro em dois dias. Ainda assim, ficou faltando cidade (e castelo). Mas acho que aproveitamos bem mais passando com calma pelas cidades que fomos!

Bom, antes de tudo, vou falar sobre o aluguel do carro! Alugamos o carro pelo rentalcars.com e deu tudo certo! Alugamos um carro da SicilybyCar, sem ter noção se era uma boa empresa ou não. Eu sou super chata com essas coisas, fiz mil pesquisas e aí um dia meu marido me manda e-mail falando que alugou o carro, simples assim! Mas deu tudo certo, tirando um pequeno detalhe (ou dois) que falo já já! Tiramos o carro em Roma umas 9h da manhã na Estação Termini, com um leve atraso, porque enrolamos pra acordar. É um pouco difícil de achar o car rental na estação…. ele fica à direita dos trens, mais pro final. Fomos super bem atendidos e como já havíamos pago pelo site, pagamos a parte taxas e seguro (Pra caso aconteça algo, você não ser responsável por nada – imprescindível e já já eu conto o porquê). Meu marido alugou um Citroën C1 ou similar e nos deram o C1 mesmo… achei bom pois passamos em várias ruelas estreitas. E achei o tamanho dele para os passageiros (eu e meu marido, no caso) melhor do que imaginava. Mas nós estamos com uma mala pequena e uma média. O senhor que nos atendeu em Roma garantiu que as malas cabiam no porta-malas. Chegando na hora do vamos ver, elas “quase” couberam. Fizemos muito esforço e a tampa ficou meio levantada. Dava pra ver um pouco da mala pelo vidro do carro, que era o que eu temia mais! Mas aí o lugar que você pega o carro depois que aluga em Roma é um outro prédio,  no sexto andar, a não sei quantos metros da estação. Aí você,  que já tá há um tempao andando com malas pra lá e pra cá, vai voltar lá e trocar de carro? Meu marido não quis. Mas de verdade, pelo menos conosco foi muito tranquilo! Deixamos os carros estacionados nos estacionamentos das entradas das cidades e inclusive com a mochila do Gui no banco de trás e nada aconteceu. Aliás, em San Gimignano, pela manhã,  o Gui esqueceu o vidro aberto e nada aconteceu. Se foi Deus, sorte ou a Toscana que é tranquila, eu não sei! Mas antes de eu viajar, eu pesquisei na internet sobre furtos a carros alugados, e de todos os casos que vi, nenhum era na Itália. Agora sei que vocês querem mesmo é saber da Toscana, então vamos aos pequenos problemas do carro. Foram só dois, na entrega, aqui em Firenze. O rapaz foi verificar o carro antes de nos liberar, e achou um arranhão na porta. Eu duvido que tenha acontecido conosco, porque eu e o Gui não batemos a porta em ninguém e nos lembramos que os carros que estavam parados ao nosso lado eram os mesmos na entrada e saída das cidades. Mas a sorte é que pagamos 30 euros pelo seguro, porque se não seria 100 euros num arranhão. E a outra coisa é que pediram nosso cartão de crédito no início só para bloquear 400 euros, para o caso de algo acontecer. Aí achamos que íamos pagar no dinheiro, mas aí no fim o cara liberou a gente e cobrou o valor das taxas e seguro (87 euros) no cartão mesmo! Affe!

Mas vamos ao que interessa, a Toscana! Saímos de Roma umas 10h e pouco da manhã e  chegamos por volta de meio dia e pouco em Montepulciano, nosso primeiro destino! Uma  cidade pequena, mas nem tanto, antiga, com visual da idade média!  Andamos nela toda, brincando de tirar fotos, nos perdendo, até que almoçamos num restaurante bem gracinha, chamado Le Logge. Pedi um pici, que é tipo um spagueti grossinho, que estava uma delícia! Depois, quase na saída da cidade, visitamos ums enoteca bem charmosa, com o subsolo cheio de barris e instrumentos para fabricação do vinho deles, o Ercolani. No final, compramos um pequeno, porque nem foi dos favoritos. Mas achei que valeu a visita! Essa foi a cidade que meu marido achou mais bonita. Eu digo a minha já já!

Saímos dessa cidade por volta de 15h e fomos para Pienza, que é perto. Gente, tudo é perto, mas as estradas são super sinuosas, daquelas que tem que passar devagar, por isso não dá pra fazer mil cidades em um dia só!  Já já conto o perrengue que quase me fez chorar na Toscana! Pienza não estava nos planos, mas a Manu, uma amiga minha que fez a rota dez dias antes de mim adorou,  então descemos lá. A cidade é fofissima, e beeeeem pequenininha. Em 20 minutos andamos por toda ela e voltamos. Quase não havia outros turistas! Aliás, como não está na época das parreiras estarem lotadas de uvas, a Toscana de um modo geral estava praticamente sem turistas (exceto Firenze que está lotada!!!). Depois faço um post com vantagens e desvantagens de ir para a Itália em março.

Fomos então a Montalcino, que também é muito linda! No mesmo estilo medieval das outras, intermediária no tamanho, mas com enotecas bem legais! O Brunello, que costuma ser um vinho caro, é o vinho dessa região. Compramos um da enoteca Grotta del Brunello, e fomos super bem atendidos! A vendedora era muito simpática!

Já era quase 17:30 quando fomos embora, e íamos dormir em San Gimignano. Daí pra frente o dia foi de stres e perrengue, mas no fim tudo deu certo,  porque nossos anjos da guarda estão aí né?  (Grazie!) Bom, eu reservei um hotel que era na estrada para San Gimignano. Quando reservei, eu sabia que ele era tipo na entrada da cidade… mas na verdade, é um hotel fazenda há uns 10km da entrada de San Gimignano. Primeiro eu fui colocar no GPS e me confundi e coloquei o número do cep, achando que era o número do hotel. Aí fomos parar num barranco (sério) ao lado de uma casa super humilde numa estrada de terra, e eu fui ficando com medo. Aí o dia escureceu, e a estrada é muito, mas muito, muito sinuosa mesmo, e super pequena, de mão dupla, mas que mal cabe um carro! No meio do caminho, parei pra pedir informações para um senhor, e ele me diz que não fala italiano, porque é romeno! Pensa no stress!! No fim, achamos o hotel, e a recepcionista estava esperando a gente pra ir embora,  pois éramos os únicos hóspedes, além dos donos ds fazenda! O restaurante do hotel só abre para o jantar em alta temporada, então estávamos famintos, mas tivemos que pegar de novo a estrada para ir a San Gimignano jantar! Hahaha… tô rindo agora, mas na hora parecia filme de terror!

Mas essa história tem um final feliz… No dia seguinte vimos a maravilha onde estávamos e San Gimignano se tornou a minha favorita! Mas eu conto mais no próximo post! buona sera!

Nápoles: o pior e o pior!

Oi gente,

Foi mal o sumiço, correria de viagem, nem sempre dá pra escrever e quando dá, tipo anteontem, o WordPress não salvou meu rascunho…vai entender! Prometo escrever muitos detaalhes após a viagem…

Dia 11, estivemos em Nápoles. Inicialmente, eu queria deixar de fora do roteiro, porque tinha lido em muitos blogs que não valia à pena… mad o Guilherme queria conhecer, então lá fomos nós.

Primeiro, tudo que é dito da cidade é verdade: suja, feia… nossa, impressionante, todos os monumentos são pichados!! Até as igrejas…É uma cidade universitária, com muitos jovens, e como tem gente que fuma.. me senti enebriada com fumaça de cigarro o dia Todo. E o trânsito? Uma loucura!! Além disso, as milhares de roupas penduradas no varal (uma constante na Itália) a deixam ainda mais feia!

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Aí,  fomos atrás de almoçar a pizza mais famosa da cidade…era o mínimo, né?  Comer bem!! Gente, a tão falada Pizza da Michele, que apareceu no filme Comer, Rezar e Amar, que tem mil selos estampados na porta e tradição….foi uma decepção! Primeiro que senta-se com outras pessoas na mesma mesa, o que pra nós brasileiros é estranho, mas eu não me preocupo muito com isso…gosto de vivenciar outras tradições. A questão é que a mesa é pequena, a gente fica super apertadinho, e a pizza é enorme.. Então não cabe tudo direito na mesa… e a pizza fica pingando óleo e caindo queijo então faz mó sujeira, e a gente só recebe um guardanapo enrolado no talher quando senta na mesa…

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E o pior, quer saber? Sabe aquela pizza de mercado que a gente compra pra comer num domingo a noite? Quando dá preguiça de qualquer outra coisa?? E se eu te disser que é melhor?? Pois é!

Só a cara que é boa!

Só a cara que é boa!

O que salvou o dia foi voltar a Roma e comer no Pompi! O lugar delicioso! Mas isso vai ficar pra outro post! Beijos!

Pompeia e Sorrento e suas surpresas!

Buona sera!

Gente, ontem foi dia de visitar o Vaticano, mas eu preciso de mais tempo pra falar desse dia! Então vou comentar sobre hoje! Hoje o dia, segundo meu roteiro, seria para visitar Pompeia de manhã e Sorrento à tarde, dormindo em Sorrento, podendo o almoço ser onde fosse mais fácil dos dois. Hoje o roteiro deu bem certinho. Então vamos para os detalhes..

Primeiro, todos os trens da Trenitalia eu comprei com antecedência pelo site, por orientação de que seria mais barato. Assim, comprei o trem para sair da Estação Termini em Roma às 06:26 da manhã (pois fui fazendo mais ou menos como o Marcelo do Tô indo para a Itália). O ruim foi que nós passamos dias cansativos em Roma e tivemos que acordar 5:15 pra dar tempo de fazer check out do hotel, ir de malas para a Estação de metrô Re di Roma (a que era perto do nosso hotel), chegar até a Termini e lá pegar o trem! Depois da experiência,  digo que poderia ter comprado o trem para uma hora depois, e mais pro fim do post explico o porquê.

Sobre o trem da Trenitalia: comprando pela internet, (como já expliquei aqui antes), você não precisa convalidar o bilhete na estação. Para os demais trens, precisa, porque eles não vêm com o horário certo da sua viagem,  e você pode pegar o trem até mesmo do dia seguinte se quiser. Aí tem uma maquininha (fora do trem, ainda na estação) para convalidar o bilhete. Quando se compra na internet, como já se escolhe horário e assentos, não precisa. Bom, no meu trem passou um senhor da companhia perguntando pelos bilhetes. Se você estiver com um comprado la na estação sem convalidar, corre o risco de ser multado.

Continuando, o trem era para ir até Nápoles. Não há trens diretamente de Roma para Pompeia, porque são regiões diferentes. Já não é possível comprar trem da Trenitalia de Nápoles para Pompeia,  porque pega-se um trem regional. Nesse caso, chegando na Estação Napoli Central, tem que ir até os guichês da Estação Circumvesuviana que funcionam lá mesmo! É um pouco chatinho de achar, mas tem placa pra todo lado.

Minha opinião agora que peguei um trem Intercity da Trenitalia: foi super tranquilo. O trem era limpinho, confortável, e chegamos uns 10 minutinhos antes, então não foi corrido para entrar e colocar as bagagens… aliás, o espaço para bagagens é pequeno (eu já sabia e por isso trouxe uma mala pequena e uma média) mas tava vazio, então de boa! E o trem da Circumvesuviana? Bem diferente, parece um busão, cheio… sem espaços para malas, então fomos em pé com elas (Até porque até para a gente não tinha lugar pra sentar). Mas no fim deu tudo certo! Ah, lembrando que esse bilhete tivemos que convalidar, mas o trem era tão cheio, que ninguém passou cobrando!

Foram duas horas de Roma a Nápoles e depois mais uma meia hora de Nápoles a Pompeia. Lembrando que deve-se descer na Estação Pompei Scavi – Villa Misteri. É que há outra Estação de Pompeia,  bem mais longe, pois é para a Pompeia atual. Existe? Sim, acreditam? Eu jamais moraria perto do Vesuvio, ao lado de onde aconteceu uma grande tragédia, mas aparentemente neguinho não tem medo disso! E nao tem mesmo, porque se tivessem, jamais fariam todo o trabalho que fazem com Pompeia (a antiga)!

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Essa foi a surpresa com Pompeia!  Resolvemos alugar um audioguia (em Português do Brasil,  aeeeee) pra ver se entendíamos melhor! Daí o mais interessante é ver que os historiadores, arqueólogos, e outras profissões que possam estar relacionadas com isso, sacam de tudo! Pompeia é uma cidade que foi tomada pela ira do Vesúvio, mas é uma cidade, ou seja, é grande! E é toda em ruínas, tendo algumas partes mais devastadas e outras não, mas os profissionais que entendem do assunto sabem explicar com detalhes e pormenores o que tinha lá no século II a.C ou na época do Vulcão em 79 d.C.

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Isso é, na minha opinião, o maior tesouro de Pompeia. Mas, eu confesso que, se você não é historiador, arqueólogo, ou um estudante aficionado, umas duas a três horas são mais que suficientes pra visitar! É que é muito grande e a gente fica exausto e depois de um tempo passa a ser tudo um monte de ruina mesmo e pronto! Assim, começamos o passeio umas 10h e pouco e meio dia e meia terminamos. Almoçamos por lá mesmo, mas achei furada! Pizza cara e marromeno (num lugar chamado Suisse) e tem uma lojinha bonitinha perto, e eu achei que tava bombando porque comprei um Limoncello por 12 euros e balinhas de limão siciliano por 5 euros, só pra descobrir depois em Sorrento o Limoncello por 8,50 euros e as balas por 3!

Bom, após o almoço, compramos ingressos de Pompeia para Sorrento na Estação qe havíamos descido antes e logo o trem chegou (lotado como o anterior). Chegamos em Sorrento, e a cidade litorânea é mesmo a gracinha que todos falam! Chegamos antes das 15h, em alguns minutinhos fomos a pé da estação para o nosso hotel, descansamos uma  meia horinha e fomos conhecer a cidade! E por isso eu disse que podia ter dormido uma horinha a mais de manhã. Andamos a cidade toda até as 17h30, e voltamos pro hotel pra descansar até a hora de ir jantar… a cidade é linda linda, mas pequena e rapidinho a gente vê tudo! Me falaram pra dormir em Positano ao invés de Sorrento, mas eu já tinha fechado o hotel, então deixei como estava e não me arrependi! Ah, comi o melhor sorvete da Italia até então, no bar Pollio, que tem uma vitrine de doces incríveis. O sorvete era de torrone!

O mar de Sorrento!

O mar de Sorrento!

Bom, jantamos e posso terminar o post dizendo mais uma vez que estou satisfeita com Sorrento! Fomos jantar hoje num restaurante aqui perto da praça principal, o Zi’ntonio e acho que comi o melhor risoto de frutos do mar da minha vida! Além disso estou apaixonada pelos vinhos Chianti, e olha que ainda nem fui visitar a regiao! É isso aí, espero que tenham gostado!

Janta Zi'ntonio!

Janta Zi’ntonio!