Sob o sol da Toscana (tem cliché que é melhor seguir!)

Oi gente,

Hoje escrevo de Florença (que prefiro chamar de Firenze), que estou amando! Mas antes, preciso contar da Rota do Vinho, que fizemos dias 12 e 13 e pra não deixar ninguém ansioso, vou dizer logo: é muito amor! Até quem não é de ficar demonstrando muito o amor em público não resiste a tirar fotos beijando e abraçando o (a) amado (a) com a Toscana ao fundo! Então coloca aí The Book of Love, do Peter Gabriel,  pra tocar no seu app ou YouTube e vamos comigo dar uma volta pela Toscana!

Primeiramente, quando a gente lê em outros blogs sobre a Rota do Vinho na Toscana, a gente lê sobre as cidades da S-222, que fabricam os vinhos Chianti, mas lê também sobre outros vinhos importantes de outras cidades da Toscana, como o Brunello de Montalcino. E quando fui fazer o meu roteiro, fiquei um pouco perdida, sem saber o que fazer e fui tentando encaixar tudo de acordo com a distância entre as cidades, mas graças a Deus meu marido tem mais noção que eu e separou meu roteiro em dois dias. Ainda assim, ficou faltando cidade (e castelo). Mas acho que aproveitamos bem mais passando com calma pelas cidades que fomos!

Bom, antes de tudo, vou falar sobre o aluguel do carro! Alugamos o carro pelo rentalcars.com e deu tudo certo! Alugamos um carro da SicilybyCar, sem ter noção se era uma boa empresa ou não. Eu sou super chata com essas coisas, fiz mil pesquisas e aí um dia meu marido me manda e-mail falando que alugou o carro, simples assim! Mas deu tudo certo, tirando um pequeno detalhe (ou dois) que falo já já! Tiramos o carro em Roma umas 9h da manhã na Estação Termini, com um leve atraso, porque enrolamos pra acordar. É um pouco difícil de achar o car rental na estação…. ele fica à direita dos trens, mais pro final. Fomos super bem atendidos e como já havíamos pago pelo site, pagamos a parte taxas e seguro (Pra caso aconteça algo, você não ser responsável por nada – imprescindível e já já eu conto o porquê). Meu marido alugou um Citroën C1 ou similar e nos deram o C1 mesmo… achei bom pois passamos em várias ruelas estreitas. E achei o tamanho dele para os passageiros (eu e meu marido, no caso) melhor do que imaginava. Mas nós estamos com uma mala pequena e uma média. O senhor que nos atendeu em Roma garantiu que as malas cabiam no porta-malas. Chegando na hora do vamos ver, elas “quase” couberam. Fizemos muito esforço e a tampa ficou meio levantada. Dava pra ver um pouco da mala pelo vidro do carro, que era o que eu temia mais! Mas aí o lugar que você pega o carro depois que aluga em Roma é um outro prédio,  no sexto andar, a não sei quantos metros da estação. Aí você,  que já tá há um tempao andando com malas pra lá e pra cá, vai voltar lá e trocar de carro? Meu marido não quis. Mas de verdade, pelo menos conosco foi muito tranquilo! Deixamos os carros estacionados nos estacionamentos das entradas das cidades e inclusive com a mochila do Gui no banco de trás e nada aconteceu. Aliás, em San Gimignano, pela manhã,  o Gui esqueceu o vidro aberto e nada aconteceu. Se foi Deus, sorte ou a Toscana que é tranquila, eu não sei! Mas antes de eu viajar, eu pesquisei na internet sobre furtos a carros alugados, e de todos os casos que vi, nenhum era na Itália. Agora sei que vocês querem mesmo é saber da Toscana, então vamos aos pequenos problemas do carro. Foram só dois, na entrega, aqui em Firenze. O rapaz foi verificar o carro antes de nos liberar, e achou um arranhão na porta. Eu duvido que tenha acontecido conosco, porque eu e o Gui não batemos a porta em ninguém e nos lembramos que os carros que estavam parados ao nosso lado eram os mesmos na entrada e saída das cidades. Mas a sorte é que pagamos 30 euros pelo seguro, porque se não seria 100 euros num arranhão. E a outra coisa é que pediram nosso cartão de crédito no início só para bloquear 400 euros, para o caso de algo acontecer. Aí achamos que íamos pagar no dinheiro, mas aí no fim o cara liberou a gente e cobrou o valor das taxas e seguro (87 euros) no cartão mesmo! Affe!

Mas vamos ao que interessa, a Toscana! Saímos de Roma umas 10h e pouco da manhã e  chegamos por volta de meio dia e pouco em Montepulciano, nosso primeiro destino! Uma  cidade pequena, mas nem tanto, antiga, com visual da idade média!  Andamos nela toda, brincando de tirar fotos, nos perdendo, até que almoçamos num restaurante bem gracinha, chamado Le Logge. Pedi um pici, que é tipo um spagueti grossinho, que estava uma delícia! Depois, quase na saída da cidade, visitamos ums enoteca bem charmosa, com o subsolo cheio de barris e instrumentos para fabricação do vinho deles, o Ercolani. No final, compramos um pequeno, porque nem foi dos favoritos. Mas achei que valeu a visita! Essa foi a cidade que meu marido achou mais bonita. Eu digo a minha já já!

Saímos dessa cidade por volta de 15h e fomos para Pienza, que é perto. Gente, tudo é perto, mas as estradas são super sinuosas, daquelas que tem que passar devagar, por isso não dá pra fazer mil cidades em um dia só!  Já já conto o perrengue que quase me fez chorar na Toscana! Pienza não estava nos planos, mas a Manu, uma amiga minha que fez a rota dez dias antes de mim adorou,  então descemos lá. A cidade é fofissima, e beeeeem pequenininha. Em 20 minutos andamos por toda ela e voltamos. Quase não havia outros turistas! Aliás, como não está na época das parreiras estarem lotadas de uvas, a Toscana de um modo geral estava praticamente sem turistas (exceto Firenze que está lotada!!!). Depois faço um post com vantagens e desvantagens de ir para a Itália em março.

Fomos então a Montalcino, que também é muito linda! No mesmo estilo medieval das outras, intermediária no tamanho, mas com enotecas bem legais! O Brunello, que costuma ser um vinho caro, é o vinho dessa região. Compramos um da enoteca Grotta del Brunello, e fomos super bem atendidos! A vendedora era muito simpática!

Já era quase 17:30 quando fomos embora, e íamos dormir em San Gimignano. Daí pra frente o dia foi de stres e perrengue, mas no fim tudo deu certo,  porque nossos anjos da guarda estão aí né?  (Grazie!) Bom, eu reservei um hotel que era na estrada para San Gimignano. Quando reservei, eu sabia que ele era tipo na entrada da cidade… mas na verdade, é um hotel fazenda há uns 10km da entrada de San Gimignano. Primeiro eu fui colocar no GPS e me confundi e coloquei o número do cep, achando que era o número do hotel. Aí fomos parar num barranco (sério) ao lado de uma casa super humilde numa estrada de terra, e eu fui ficando com medo. Aí o dia escureceu, e a estrada é muito, mas muito, muito sinuosa mesmo, e super pequena, de mão dupla, mas que mal cabe um carro! No meio do caminho, parei pra pedir informações para um senhor, e ele me diz que não fala italiano, porque é romeno! Pensa no stress!! No fim, achamos o hotel, e a recepcionista estava esperando a gente pra ir embora,  pois éramos os únicos hóspedes, além dos donos ds fazenda! O restaurante do hotel só abre para o jantar em alta temporada, então estávamos famintos, mas tivemos que pegar de novo a estrada para ir a San Gimignano jantar! Hahaha… tô rindo agora, mas na hora parecia filme de terror!

Mas essa história tem um final feliz… No dia seguinte vimos a maravilha onde estávamos e San Gimignano se tornou a minha favorita! Mas eu conto mais no próximo post! buona sera!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s